Você Sabia Que…?

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O Desenho Infantil – Parte Um

Você sabia que quando a criança está realizando seus primeiros desenhos, ela também está adentrando numa etapa decisiva do seu aprendizado e desenvolvimento? …Parece exagero?  Bom, então vamos falar um pouco sobre o desenho infantil e deixamos para tirar as conclusões depois.

Primeiro, há de se lembrar: o desenho é, antes de tudo, gesto. Ou melhor, o desenho é a marca de um gesto, de uma soma de gestos. Podemos dizer então que desenho é, inevitavelmente, fruto da ação. ´É assim que começa o ato de desenhar no desenvolvimento – como pura ação. Observamos isso rapidamente com os bebês em seus primeiros contatos com giz e papel. A princípio eles nem saber o que fazer com tais objetos, novos e estranhos, e logo o giz de cera vai pra boca, o papel vira uma bolinha amassada. E tudo bem! Não é de cara que eles vão entender como se usa os instrumentos gráficos, somente após um processo de observação dos adultos e, então, imitando-os. Nós, adultos, é que temos ansiedades para que o bebê desenhe logo e não use o material  para rasgar, jogar, pisar e até saborear. Mas o caminho do desenho infantil até o desenho “maduro” , digamos assim, é longo.

Define-se esses primeiros rabiscos como “garatujas”. Para o início da produção de garatujas, é preciso antes que o bebê identifique o seu gesto com o traço marcado no papel (ou no chão, na parede, na testa do pai). No instante em que isso acontece, uma virada se dá na vida psíquica do bebê. Ao perceber que a “resposta” do papel ao seu gesto gera, num passe mágica, um novo elemento (o traço) surge o prazer em descobrir quais serão as próximas “respostas”.

Mas não é só isso, como em tudo nessa etapa da vida, o bebê é só sensações e se vincula mais fundamentalmente com os aspectos sensoriais de seu mundo. Por isso que ele quer pintar na parede, na porta da geladeira e nas nossas testas. Conhece o mundo através do contato, do toque, e o papel se torna algo como uma pele mágica, espelhando cores, o que leva a questão: “E noutros lugares , o que ganharei se fizer um rabisco?”. Essa exploração em diferentes suportes e com diferentes materiais deve ser incentivada pelos pais e educadores, pois o bebê assim vai adquirindo coordenação motora e por que suas capacidades se aprimoram a partir da própria observação deles com o desenho.

Por enquanto, ainda estamos falando apenas dos primeiros desenhos! Na próxima quinta, iremos ver o que se desenrola depois disso e se embrenhar no surgimento do plano simbólico e representativo da criança.

Bom, no próximo desenho infantil que você se deparar, cuidado para não pensar que “são só rabiscos”

Até a próxima!

(Desenhos feitos  pelas crianças do Cadê Criança no vidro da prainha)IMG_1315[1]

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