Se Esta Rua Fosse Minha…

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se essa rua fosse minha

Sexta-feira passada, dia 26, quase nove da manhã. Fazia uma manhã ensolarada, ainda preservando o friozinho de um inverno tardio. Eram etiquetas, canetas e canetinhas, cheiro de café no ar, frutas na mesa, cadeiras enfileiradas, ainda vazias – as pessoas ainda estavam chegando. Pessoas vão entrando na sala, ziguezagueando cadeiras, buscando rostos familiares, ou algo pra comer,  encontros inusitados acontecem:  “Você por aqui??”. Eram pequenos gestos, pequenos papos, pequenos protocolos para suavizar aquele pequeno frio na barriga e aquela pergunta: o que nos espera para o Seminário “Se Esta Rua Fosse Minha” ?

 

 

As expectativas eram grandes. Profissionais de diferentes lugares de São Paulo e do Brasil reunidos para pensar, discutir e planejar acerca da  questão do lugar da infância dentro da cidade. Durante a manhã, a primeira parte do evento, com palestras de Welington Nogueira (Doutores da Alegria), Renata Meirelles Território do Brincar), Rodrigo Rubido (Instituto Elos) e Adriana Friedmann e a segunda parte, de tardem com rodas de reflexão para estabelecer estratégias de ação.

Adriana, uma das idealizadoras do Mapa Infância Brasileira e, portanto, anfitriã do evento, abriu as falas, explicitando as linhas gerais do Seminário e do Movimento Se Esta Rua Fosse Minha: o desejo que todo adulto reconheça a perspectiva da criança olhando a cidade,  que a criança esteja na cidade sem ter de deixar de ser criança, que a nossa cidade seja primordialmente um lugar de encontro, um encontro de todos.

Encontro. Esta é uma das palavras fundamentais que guiou o Seminário e todos que estavam ali: “em geral, a gente acredita que está muito sozinho.” disse Friedmann, sobre as iniciativas que trabalham pelos direitos da infância, “os encontros são essenciais para gente se fortalecer.“. Amém.

De fato, numa época em que todos estão conectados virtualmente, é contraditório que pareça cade vez mais difícil o encontro na cidade. A cidade não acolhe e muito menos promove encontros (com raras exceções). Os espaços públicos, na sua maioria, são degradados e/ou subestimados. As famílias se fecham nas próprias casas, nos próprios condomínios, as escolas são fechadas em si mesmas. E nossas crianças não brincam na rua, não tem contato com a natureza, na circulam pelas ruas, pelas praças; entendem, portanto, que a cidade, em grande parte, é um lugar perigoso e inacessível, adotando a lógica dos adultos. É isso que queremos para a cidade em que moramos, a cidade  onde nossas crianças crescem e se tornam cidadãos?

Queremos convidar todos à se inteirarem mais do Movimento Se Esta Rua Fosse minha e também para refletir e atuar sobre os direitos da infância. Sempre. Os encontros são essenciais para gente se fortalecer. É isso.

Até a próxima!

Para quem quiser saber mais do Seminário:

https://mapadainfanciabrasileira.com.br/cgi-win/be_alex.exe?Acceso=T300000001740/0&nombrebd=mapadainfanciabrasileira&Sesion=GpjqGh5Z97OZTUnYJvVpFwinJcyaKwPX&Tsalida=SFA:1ContSinMenu.sfa

 

 

 

 

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