Como fazer escolhas alimentares mais saudáveis na correria da vida moderna?

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Na vida atual, temos muitos compromissos, trabalho, casa, filhos, amigos, família…com certeza, uma vida muito corrida. Sempre apelamos em dar um “jeitinho” em muitas coisas para poder participar e realizar tudo o que pretendemos. Mas e a nossa alimentação e de nossa família? Será que, nessa correria, conseguimos prezar por uma boa alimentação ou apenas damos um “jeitinho”? Será que damos a atenção devida à nossa alimentação?

O que acontece frequentemente é que acabamos optando por alternativas mais rápidas e fáceis para o assunto e nisso se encaixa a alimentação, principalmente a das crianças, até porque hoje em dia temos muitas ofertas no mercado de produtos industrializados e com forte marketing infantil, como personagens de desenhos, brinquedos dentre outros. Então, “para dar conta de tudo”, corremos em um supermercado, padaria ou mercearia mais próxima e compramos biscoitinhos, snacks, macarrão instantâneo, caldos e temperos artificiais, salsichas, sucos de caixinha, nuggets, pipoca de micro-ondas balinhas, entre outros pensando que estes alimentos irão nos ajudar com as crianças e por elas sempre terem o que comer e nos ajudar por ser mais práticos no dia a dia.

Infelizmente, sabemos que, por conta de um estilo alimentar errado, estamos desenvolvendo muitas doenças. E sabemos também que estes produtos não são balanceados nutricionalmente para podermos consumir e garantir saúde. Eles não são alimentos de verdade. A alimentação saudável está o mais próximo do que nossos pais e avós faziam. Este hábito errôneo atinge os adultos e mais ainda as nossas crianças, pois estão em fase de desenvolvimento e, se consumidos diariamente, estes produtos não irão proporcionar a qualidade de nutrientes ideal para o seu crescimento.

Então fica a pergunta: o que fazer, então? O ideal é ter um planejamento doméstico para poder fazer alimentos em casa e assim as crianças terem a oportunidade de realmente consumir saúde. Sim, isso dará um pouco de trabalho, no entanto, irá poupar trabalho futuro, pois a chance de desenvolver doenças será bem menor. Caso não exista a chance alguma de realizar o preparo em casa, a melhor forma é saber ler o rótulo dos alimentos e identificar um produto mais saudável, ou seja, com menos açúcar, conservantes e todos os nomes que são “impossíveis’ de ler e falar. Uma regra que não pode ser esquecida é que o primeiro ingrediente é sempre o ingrediente que mais contém no produto. Por exemplo, a lista de ingredientes de uma bolacha tipo “Maizena” que parece inocente por não ter recheio, é: “Farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico (trigo branco), açúcar, gordura vegetal hidrogenada, açúcar invertido, amido, soro de leite, sal, fermentos químicos bicarbonato de amônio, bicarbonato de sódio e piro fosfato ácido de sódio, emulsificante lecitina de soja, aromatizante (não informa qual) e “melhorador” de farinha metabissulfito de sódio. Contém Glúten. Aromatizado artificialmente.

Resumindo: Trigo Branco + Açúcar + Gordura Hidrogenada + Aditivos Químicos . Ou seja, não é uma oferta de saúde para as crianças consumirem. Caso for industrializado, procure ingredientes como a farinha de trigo integral e se tiver açúcar que seja um ingrediente que apareça mais para o final da lista.

Outra alternativa seria aumentar a oferta de frutas. Uma boa estratégia para desenvolver este hábito é aumentar sua curiosidade sobre novos sabores e levá-los ao supermercado ou à feira e colocá-los para participar da escolha destes.

Temos alternativas e escolhas mais saudáveis e melhores,  só temos que coloca práticas como essas para fazer parte do nosso dia a dia dando ênfase em cuidar da saúde futura tanto nossa quanto do bem mais precioso que são os filhos.

Dra. Fernanda Fagali

* Nutricionista clinica esportiva funcional, ortomolecular  e holística. Escreverá mensalmente no site do Cadê para falar sobre a alimentação e suas relações com as famílias, crianças e desenvolvimento.  Crn 3: 14630

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