Explorar

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Brincar na lama, jogar pedrinhas no rio, escalar uma árvore. Brincadeiras simples e gostosas que nos trazem uma imagem de uma infância vivida e aproveitada… e que tem pouco espaço para acontecerem na nossa realidade paulistana. Mas ainda que não tenhamos um rio ou pedrinhas para jogar, podemos oferecer a possibilidade de exploração, um pensamento e uma forma de educar que permitem o resgate desta atmosfera de uma infância mais livre, com mais cores e com mais tempo, em contato com a natureza.

Um bebê que pode explorar, constrói sua relação com o mundo e com os outros conquistando independência e autonomia para criar hipóteses. Explorar um chocalho sem saber que a sua função original é fazer barulho, pode render muitas outras perspectivas e descobertas. Muitas vezes sofremos com a ansiedade de ver o pequeno buscando entender algo que acreditamos saber o que é, e atropelamos todo este processo de exploração, questionamento e aprendizagem pessoal ao querer ensinar o jeito certo de fazer, brincar, olhar e mexer.

O bebê e a criança não são “vasos vazios” que precisam ser preenchidos com o nosso conhecimento, e sim seres com capacidade de aprendizado e construção de pensamentos lógicos e dedutivos. É extremamente enriquecedor estar em um ambiente com diversas possibilidades e mediado por olhares que os percebam e que garantam a validade de suas construções.

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Um grupo de crianças brincando em um bosque, observavam as árvores. Tiraram fotos e perceberam que os troncos tinham texturas e desenhos diferentes, como uma impressão digital. Criaram hipóteses e juntos, chegaram à conclusão que estes desenhos eram símbolos, um alfabeto próprio. E inventaram a linguagem das árvores.

Este tipo de construção, tão rica para os pequenos que estão formulando e desenvolvendo hipóteses sobre o funcionamento do mundo, só é possível quando oferecemos a possibilidade de exploração, de observação, de diálogo e interlocução.

Faz parte do amor e do investimento na infância, o “deixar ir” que permite aos pequenos estas vivências formadoras e fundantes, caminhos que levam à associações, detalhes e perspectivas que nunca imaginávamos.

No Cadê Bebê, uma das nossas preocupações essenciais é garantir este ambiente facilitador da exploração livre, onde a construção e as hipóteses são tão importantes quanto os resultados. Onde brincar é coisa séria.

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