Desenvolver

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Você já parou para pensar que nós, os seres humanos, somos os únicos mamíferos que nascem despreparados para a vida? Chegamos ao mundo completamente indefesos e dependentes. Mesmo fora da barriga, ainda continuamos a nos desenvolver. Por isso, não é à toa que os pais se preocupam tanto. Alguns até imaginam se seu pequeno bebê que acaba de nascer conseguirá sobreviver aos primeiros meses de vida! Por mais natural que seja, esse medo não é tão fácil de ser superado. Dizem que, junto com um bebê, nascem também um pai e uma mãe. Esses são papéis que aprendemos a construir e que se modificam constantemente. E isto vale tanto para o primeiro, o quinto ou o décimo bebê: pais e mães irão sempre se renovar. Assim surgem a responsabilidade e a obrigação de prezar pelo desenvolvimento saudável dos filhos.

Desde cedo, somos marcados por estas importantes experiências iniciais que nos formam e que vão retornar por toda vida. Não há outro momento de tanta transformação! O primeiro ano de vida é a fase de maior desenvolvimento do cérebro. Sabia que um bebê de 12 meses tem sua atividade cerebral dobrada em relação à de um adulto? “Ela já senta sozinha! Olha ele engatinhando! Os primeiros passinhos! Ele falou ‘bola’!”. Papais e mamães esperam ansiosos por essas conquistas marcantes da criança. Afinal, elas são notadas mais facilmente. Mas, antes de engatinhar, por exemplo, o bebê precisa ensaiar muitos outros movimentos, conquistar a possibilidade de se afastar da mãe, reunir as condições fisiológicas necessárias, etc. Ou seja, não é tão simples. Essas conquistas, ainda que naturais, dependem de vários fatores.

Então, o que é importante para o desenvolvimento físico, psíquico, motor e emocional? São aspectos que se misturam e que devem ser olhados como um todo. Primeiro, existem os fatores fisiológicos e genéticos, que são as características herdadas: a cor do cabelo, a predisposição de sermos gordinhos, magros, altos ou baixos, a propensão a certas doenças e muitas outras possibilidades que cada um carrega consigo. Mas a questão está em como nós, adultos, enxergamos essas características. Como nos relacionamos com essa criança? Como é o ambiente que ela frequenta?

É aí que entra o fator relação. São as pequenas manifestações de afeto que rodeiam esse bebê desde antes do seu nascimento, a forma como foi (ou não) idealizado, sua gestação, seu parto, como se deu o encontro entre o bebê que foi “imaginado” e o “real”, seus primeiros dias de vida, etc. Por isso, desde o começo, a criança deve desfrutar muito carinho e afeto, com relações estáveis e figuras de referência que criem um ambiente de amor, seguro e dedicado. Vale lembrar que o excesso de zelo e atenção pode privar os pequenos de experiências psíquicas e corporais essenciais. A ansiedade de ver a criança realizar certos movimentos pode levar o adulto a incentivá-la a adotar posições que ainda não domina, sem vivenciar a construção dessas etapas no próprio corpo.

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Para completar, o fator ambiente se refere ao local em que o bebê irá crescer, como o país, a cultura, a sua casa, a sua escola e os espaços onde costuma brincar. Qualquer bebê que viva em um ambiente saudável é perfeitamente capaz de se desenvolver. Um ambiente onde a brincadeira é possível torna-se estimulante e rico em experiências lúdicas de aprendizagem. É brincando que a criança desenvolve muitas das habilidades que utilizará no futuro, para conduzir sua vida com autonomia e equilíbrio – além de contribuir para uma sociedade produtiva e próspera. Prezar por estas condições é investir no futuro da criança e da sua família.

O Cadê Bebê oferece esse ambiente. Uma casa, um quintal, muito verde, com ambientes interessantes, criativos e seguros, onde os adultos também encontram um espaço aconchegante de escuta e troca. Prezamos para que o desenvolvimento seja natural, saudável e feliz, sempre respeitando o momento de cada um: uma troca verdadeira, em que a criança é cuidada, mediada, respeitada e reconhecida em todas as suas conquistas. Para nós, é uma grande satisfação dividir com os pequenos e com os grandes, cada um dos sentimentos presentes nas pequenas mudanças vivenciadas no
dia a dia.

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